ENCONTRO MARCADO    
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FERNANDA MONTENEGRO

16 de outubro de 1929 – nasce Arlette Pinheiro Esteves da Silva, Fernanda Montenegro, em Campinho, periferia da cidade do Rio de Janeiro, filha de Victorino Pinheiro Esteves da Silva e Carmem Pinheiro da Silva.

Cursa o primário no Colégio Nilo Peçanha, em São Cristóvão, Rio de Janeiro.

Participa, com oito anos de idade, da peça Os dois sargentos, encenada na Paróquia de São Sebastião, em Jacarepaguá.

1946 – estréia como locutora na Rádio Ministério da Educação (MEC), onde trabalha por dez anos. Nesta época, adota o pseudônimo de Fernanda Montenegro. Neste mesmo período, faz o supletivo no Colégio Santa Cecília, em São Cristóvão.

1948 – conhece o ator Fernando Torres na Rádio MEC.

1950 – estréia no teatro profissional com a peça Alegres canções nas montanhas, apresentada no Teatro Copacabana, no Rio de Janeiro.

1951 – estréia na novela A Candidata, da TV Tupi.

1952 – cria, com Fernando Torres, o programa Falando de Cinema, na Rádio MEC. Estréia na peça Loucuras do imperador, sucesso de cartaz. Recebe o prêmio de Atriz Revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Trabalha por três anos na Rádio Guanabara.

1953 – casa-se com Fernando Torres. Estréia Mulheres feias no Teatro Copacabana, quando entra para a companhia de Henriette Morineau. Muda-se para São Paulo, onde vive por cinco anos. Entra para o Teatro Popular de Arte de Maria Della Costa e Sandro Polônio, onde trabalha por um ano. Entra para o Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo. Neste mesmo período, trabalha no programa Grande Teatro Tupi, da TV Tupi, dividindo-se entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre 1955 e 1959 – recebe, como melhor atriz, o prêmio da Associação de Críticos Teatrais e o Troféu Governador do Estado de São Paulo.

1959 – funda, com Fernando Torres, Ítalo Rossi, Sérgio Brito e Gianni Ratto, o Teatro dos Sete, com este grupo estréia O mambembe, de Arthur Azevedo.

1962 – recebe o prêmio de melhor atriz da Associação de Críticos Teatrais do Rio de Janeiro.

1963 – nasce Cláudio Torres, seu filho com o ator Fernando Torres. Recebe prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Teatro.

1964 – é premiada no I Festival de Brasília e no I Festival Internacional de Cinema do Estado do Rio. Recebe, também, o Troféu Governador do Estado de São Paulo.

1965 – nasce Fernanda Torres, sua filha com o ator Fernando Torres.

1967 – ensaia, mas não atua, em A volta ao lar, de Harold Pinter, peça censurada pelo governo militar. Recebe o prêmio Molière e o Troféu Roquette Pinto.

1969 – atua na remontagem da peça A mulher de todos nós, de Henri Becque. Neste período, Fernando Torres inicia sociedade com Maurício Segall no Teatro São Pedro, inaugurado com a peça Marta Saré, na qual atua. Ainda neste ano, é contratada pela TV Excelsior. Participa, também, da peça Plaza suíte, no Teatro Copacabana.

Anos 70 – produz, com Fernando Torres, as peças Computa, computador, computa, de Millôr Fernandes, Oh, que belos dias, de Beckett, O interrogatório, de Peter Weiss, O amante de madame Vidal, de Verneuil, e Calabar, de Rui Guerra e Chico Buarque. Esta última foi proibida pela censura do Governo Militar. Monta, com Fernando Torres, a peça Um elefante no caos, de Millôr Fernandes, também censurada.

1970 – recebe o Golfinho de Ouro como personalidade do teatro.

1971 – recebe a Comenda da Ordem do Cruzeiro do Sul outorgada pelo governo brasileiro.

1976 – recebe os prêmios Associação de Críticos Teatrais de São Paulo, Governador do Estado de São Paulo e Molière.

1977 – recebe o prêmio de melhor atriz no Festival de Taormina, na Itália. É premiada, também, com o Molière.

1979 – sofre um atentado político em São Paulo, durante a temporada da peça É, de Millôr Fernandes, no Teatro Maria Della Costa.

1980 – recebe prêmio da Associação dos Produtores Teatrais do Rio de Janeiro.

1982 – recebe a Comenda Chevalier des Arts et des Lettres do governo francês. Neste mesmo ano, recebe os prêmios Molière e Mambembe.

1983 – recebe o prêmio Molière de melhor atriz.

1985 – é convidada pelo presidente José Sarney para ser ministra da Cultura, cargo que recusa. Recebe a Comenda da Ordem do Rio Branco.

1987 – recebe o prêmio Molière de melhor atriz.

1994 – encena o espetáculo Dona Doida, em Fortaleza, Ceará.

1997 – recebe o Urso de Prata de melhor atriz, em Berlim, pelo filme Central do Brasil.